sábado, 17 de março de 2012
Dez e nove.
É fato que as coisas mudaram..as costas - mais cansadas que nunca - estão em processo de adaptação. Eis que o tecido adiposo andou diminuindo. As medidas, não. A cabeça , definitivamente não serve tanto como oficina do dito cujo das profundezas, já que beira à loucura de tanto que pensa. O sonho de braços definidos e bonitos, se esvai . Mas , e o coração ? Batendo.. compassado , do mesmo jeito de sempre, mas nunca igual. Estranho tocar nesse assunto, visto que a inspiração é içada de acordo com os DESamores. Tá tudo muito bom, tá. Tudo muito bem, também. Sem amor, mas com afeto. Já vale um tantinho, né ? O que importa é ter saúde..
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Acalanto
E te escondes, em meio a conflitos.
Em meu peito fadado, tornei-me prática em te carregar.
Meus braços ,suponho, os teus entrelaçados, inveterados.
Suponho também gargalhadas.
Risadas doces, muitas, em que se morre de amor unicamente por sê-lo.
Suponho ainda tuas lágrimas, escorrendo, levando consigo minha integridade.
Presumo teus olhos, com íris tão expressivas que me subornam descaradamente.
Teus dedos, que moldam meus cachos dourados enquanto me embalas, secretamente.
E assim: sem nenhuma pontualidade, resquícios de perfeição ou nuances de verdade.
Para onde cada fração de segundo caberá um pedaço de céu.
Não há como redarguir..
Sejamos nós dois ou não sejamos nem um nem outro. Nada.
domingo, 18 de setembro de 2011
Apetecer
Me entendo.
Em meio à desorganização em que as circunstâncias me põem,assimilo .
Onde me vejo segura , vulnerável.
Quando tão frágil : deliberada.
E acredite, desdenho .
Pragmática.
Quanto mais perto, distante.
Acabo perdendo a noção ..
E as borboletas não me têm pesar : continuam voando.
Fecho os olhos , na iminência de tão logo voltar a ser o que sou.
Ou era.
Quero.
Corro.
Sinto que escoa por entre os dedos tal como água.
E sangra.
E como forma franca de manifesto : choro.
Me exponho ao ar.
Me desafogo.
Desnorteio.
E quando me sinto mais firme, concreta, essa tua fala polida me tira o chão.
Mãos gélidas , trêmulas.
Coração quente.
Efusivamente me adapto.
E tuas lindas quimeras me trazem o norte.
E meus dias são mais brandos .
Aceito.
O meu maior grito é o silêncio.
E o meu olhar sussurra : quero !
Já esperei demais. Agora, cuido de ser.
Imagino o que diria se me visse assim : tão fora de mim.
Tão cheia de ti.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
De flor e de pele
Ando inacreditavelmente sensível. Dessas de chorar em comercial de margarina ou um sopro ser suficiente pra se perder em mim. Há tanto que ser dito e eu calo. Submissa a esse pavor de mostrar quem se é . Sempre costumei me esconder de mim em mim. E uma casa onde a sujeira é colocada embaixo do tapete sempre.. um dia precisa ser limpa de verdade. Consequência de anos de auto repressão. Minha preguiça foi posta a prova e é chegada a hora da faxina básica. E quanta coisa guardada.. coisas que esqueci que estiveram ali. E permaneceram, dias, meses, anos . E é tão engraçado revê-las e ter a certeza de que elas fizeram parte de mim. Como quando se pega uma foto do primário..a reação é quase a mesma : meu Deus, como eu era assim ? Depois da típica pergunta, a visão fica mais treinada pro que não é óbvio. Como eu era ingênua, como eu era romântica, como eu era doce, acreditava nas pessoas.. como eu era.. feliz . Assim como todo ser humano, eu só me dou conta das coisas, quando elas passam. Essa mania de analisar, de ser extremamente racional me tira o direito de aproveitar o hoje. Meu pensamento é além . Além de mim, de você, de agora. Minhas atitudes , nem sempre previsíveis, têm um cálculo algébrico gigante como background. Surpreendentemente, encontrei pontos favoráveis também.. que não mudaram com o passar do tempo , ou que foram renovados.É um trabalho intermitente contudo completamente satisfatório. É um descobrir de si. E não encontrar sentido. E saber que se ser é inexorável.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Don'ana
Hoje não me sinto mais inteira, completa . Me faltam pedaços de uma vida inteira. Me falta você, aqui. Me sorrindo com esses olhos apertadinhos, cor-de-burro-quando-foge. Me falta o seu beijo de boa noite e sua bênção. Busco na justificativa de que o meu cordão umbilical não foi cortado, apenas prolongado - por mais de 214 km -a força necessária para seguir em frente . Esse elo que nos une jamais será desfeito . E tudo pode não ser do mesmo jeito. Será melhor. Sei disso a cada vez que te ligo pela manhã e escuto o 'Bom dia meu amor ! ' . Meu amor , sim, porque você é a personificação mais fiel do que julgo ser mãe. A mulher da minha vida.
'Pedra preciosa de olhar, ela só precisa existir pra me completar ' .
A saudade é demais e esse amor é muito, mas muito maior que eu .
EU TE AMO, MÃINHA.
sábado, 11 de junho de 2011
Reluz
É, raissa, nem sempre aquilo que parece é o que de fato deveria ser. E te digo mais o seguinte : te apega à teus sentidos e ignora tuas expectativas. Coloca nessa tua cabecinha que as verdades não são absolutas, tampouco irrefutáveis. Tudo - tudo mesmo- muda. Aprecie o gosto do contrário, minha amiga. Sinta. Quão bom é o cheiro do novo .Mas verifique a credibilidade. Ela é o fruto da solidez. Em meio a tanta realidade, -des-confie.E aprenda a diferença entre jóia e bijuteria. Atenta, sempre. O acabamento diverge significativamente entre as duas. Os detalhes , nas bijuterias são maiores, enquanto na jóia, são mais bem definidos. As jóias duram mais, e geralmente têm algo de raro. E um tom de bom gosto . E o principal : nas bijuterias, as pedras são simplesmente coladas. E caem . Mesmo com todo cuidado, elas deformam, mudam de cor. Se são prateadas ou douradas, pouco importa. Tornam-se pretas. Levam embora toda a superficialidade e adquirem ares não muito bons, pejorativos . Nas jóias , as pedras são cravadas. E o ouro, se verdadeiro, não desbota. Permanece intacto ao tempo, às circunstâncias.
Just take it easy.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O que me diz respeito
A liberdade hoje é o que me aprisiona. Prometi que não choro mais. Nem menos , e provavelmente por pouco tempo . Há coisas que ainda me apetecem. Outras, amedrontam. Ser sistemática implica leviandade e elas se confundem . E-v-o-l-u-i-r . Nunca me ocorreu ser tão complexo assim . ah, Raissa, descomplica ! E bem que eu tento, mas que tormento. Sei que quando criança me ensinavam que nós, na condição de seres vivos pensantes (ou nem tanto) nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos. O que há de incomum nisso ?
Falta vontade de obedecer às regras e sobra quando o assunto é 'não dar ouvidos ao cotidiano' . Há um espaço gigante, que teima em se manifestar na hora errada.
Temo a total adaptação. Nada demais serve, mas sufoca. O próprio futuro se encarrega de mandar o seu recado, a dúvida é se vai ou não ser classificado como inteligível . Deito, penso até a dor de cabeça vir, não choro unicamente pra honrar a palavra.
Seu posto de lenda continua intacto, mas todas as esperanças vãs se quebram como vidro.
Falta vontade de obedecer às regras e sobra quando o assunto é 'não dar ouvidos ao cotidiano' . Há um espaço gigante, que teima em se manifestar na hora errada.
Temo a total adaptação. Nada demais serve, mas sufoca. O próprio futuro se encarrega de mandar o seu recado, a dúvida é se vai ou não ser classificado como inteligível . Deito, penso até a dor de cabeça vir, não choro unicamente pra honrar a palavra.
Seu posto de lenda continua intacto, mas todas as esperanças vãs se quebram como vidro.
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